Por que marcar uma consulta oftalmológica mesmo sem sentir nada de errado?

01.10.2026
Glasses on eye chart close-up

Outubro é o Mês Mundial da Visão. E aproveitamos para lembrar algo simples: boa parte da perda de visão no mundo não precisava acontecer. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% dos casos de deficiência visual no mundo poderiam ser evitados, corrigidos ou tratados.

Esse dado é global, mas ajuda a explicar por que a consulta oftalmológica de rotina importa tanto quanto outros exames de check-up que já viraram hábito, como os de sangue ou pressão. O problema é que os olhos nem sempre avisam quando algo está errado.

Por que a visão pode estar piorando sem você perceber?

Glaucoma e retinopatia diabética são dois exemplos de doenças que avançam de forma silenciosa. Uma pesquisa feita pela Ibope Inteligência mostrou que 70% das pessoas com glaucoma não sabem que têm a doença.

A retinopatia diabética segue uma lógica parecida. De acordo com documento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, cerca de metade dos pacientes diabéticos desenvolve algum grau de retinopatia diabética, número que chega a 80% depois de 25 anos de diagnóstico. Por isso, a avaliação com pupilas dilatadas é recomendada desde o diagnóstico de diabetes, mesmo sem qualquer queixa visual.

Quantos brasileiros já convivem com dificuldade para enxergar?

O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo IBGE, registrou que 7,9 milhões de brasileiros têm dificuldade para enxergar mesmo usando óculos ou lente de contato. Essa foi a limitação funcional mais frequente identificada na pesquisa, à frente de dificuldades de locomoção, de manuseio de objetos e de audição.

Vale reparar na nuance desse número: não se trata de quem usa óculos e enxerga bem com eles, mas de quem mantém dificuldade mesmo com a correção. É justamente esse tipo de caso, mais complexo, que costuma exigir acompanhamento oftalmológico regular, e não só a troca de grau.

Com que frequência vale fazer a consulta oftalmológica?

O documento do CBO também traz uma referência prática por faixa etária. Entre 18 e 39 anos, o recomendado é uma avaliação periódica, mesmo sem sintomas, já que doenças relevantes podem se instalar nessa fase sem apresentar sinais visíveis.

A partir dos 40 anos, a consulta anual passa a ser a recomendação, entre outros motivos porque a prevalência de glaucoma sobe para cerca de 2% a partir dessa idade. Para pessoas idosas, o monitoramento anual continua valendo, com atenção reforçada à catarata e glaucoma.

Nenhuma dessas recomendações depende de sentir algo errado primeiro. É exatamente o contrário: a consulta de rotina existe para encontrar o que ainda não dói, não incomoda e não aparece no espelho.

A rotina de consultas oftalmológicas pode ser resolvida no Instituto da Visão de Cascavel.

Agende sua consulta.

Leia também

Close up of man has a problem with contact lenses, rubbing his swollen eyes due to pollen, dust allergy. Dry eye syndrome, watery, itching. Isolated on grey background, front view.

Olho coçando na primavera: como saber se é conjuntivite alérgica ou infecciosa?

Child in ophthalmology clinic - optometrist diagnosis little blonde girl, close up

Aquela mancha branca na foto do seu filho pode ser um sinal de alerta

Five years old boy with one eye covered by eye pad and with eye glasses.

O que acontece na visão de uma criança quando o estrabismo não é tratado a tempo?

Blurred images of people in the train station

Catarata: o que você realmente precisa entender antes da cirurgia.