Outubro é o Mês Mundial da Visão. E aproveitamos para lembrar algo simples: boa parte da perda de visão no mundo não precisava acontecer. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% dos casos de deficiência visual no mundo poderiam ser evitados, corrigidos ou tratados.
Esse dado é global, mas ajuda a explicar por que a consulta oftalmológica de rotina importa tanto quanto outros exames de check-up que já viraram hábito, como os de sangue ou pressão. O problema é que os olhos nem sempre avisam quando algo está errado.
Por que a visão pode estar piorando sem você perceber?
Glaucoma e retinopatia diabética são dois exemplos de doenças que avançam de forma silenciosa. Uma pesquisa feita pela Ibope Inteligência mostrou que 70% das pessoas com glaucoma não sabem que têm a doença.
A retinopatia diabética segue uma lógica parecida. De acordo com documento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, cerca de metade dos pacientes diabéticos desenvolve algum grau de retinopatia diabética, número que chega a 80% depois de 25 anos de diagnóstico. Por isso, a avaliação com pupilas dilatadas é recomendada desde o diagnóstico de diabetes, mesmo sem qualquer queixa visual.
Quantos brasileiros já convivem com dificuldade para enxergar?
O Censo Demográfico 2022, divulgado pelo IBGE, registrou que 7,9 milhões de brasileiros têm dificuldade para enxergar mesmo usando óculos ou lente de contato. Essa foi a limitação funcional mais frequente identificada na pesquisa, à frente de dificuldades de locomoção, de manuseio de objetos e de audição.
Vale reparar na nuance desse número: não se trata de quem usa óculos e enxerga bem com eles, mas de quem mantém dificuldade mesmo com a correção. É justamente esse tipo de caso, mais complexo, que costuma exigir acompanhamento oftalmológico regular, e não só a troca de grau.
Com que frequência vale fazer a consulta oftalmológica?
O documento do CBO também traz uma referência prática por faixa etária. Entre 18 e 39 anos, o recomendado é uma avaliação periódica, mesmo sem sintomas, já que doenças relevantes podem se instalar nessa fase sem apresentar sinais visíveis.
A partir dos 40 anos, a consulta anual passa a ser a recomendação, entre outros motivos porque a prevalência de glaucoma sobe para cerca de 2% a partir dessa idade. Para pessoas idosas, o monitoramento anual continua valendo, com atenção reforçada à catarata e glaucoma.
Nenhuma dessas recomendações depende de sentir algo errado primeiro. É exatamente o contrário: a consulta de rotina existe para encontrar o que ainda não dói, não incomoda e não aparece no espelho.
A rotina de consultas oftalmológicas pode ser resolvida no Instituto da Visão de Cascavel.
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