Segundo a Organização Mundial da Saúde, 75% dos casos de deficiência visual no mundo poderiam ser evitados com prevenção ou tratamento adequado. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que entre 60% e 80% dos casos de deficiência visual têm o mesmo destino possível. A maior parte da perda de visão não é inevitável; ela acontece porque o diagnóstico chegou tarde.
Por que os sinais de alerta costumam passar despercebidos?
Muita gente convive por meses, às vezes anos, com pequenos sinais que a visão dá antes de qualquer problema mais sério aparecer. É a luz que parece mais fraca à noite, a letra do celular que precisa aumentar, aquele cansaço no fim do dia depois de horas de tela. Como não dói e não impede de enxergar no dia a dia, esses sinais acabam ficando em segundo plano.
O problema é que boa parte das doenças oculares mais graves, como glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular relacionada à idade, avança de forma silenciosa. Muitas vezes, quando o sintoma finalmente aparece de forma clara, uma parte da visão já foi perdida e não volta mais.
Quem faz parte do grupo de risco do glaucoma?
O glaucoma é um exemplo direto de doença silenciosa. Ele está entre as principais causas de cegueira do mundo e, segundo especialistas consultados pelo Conass, na maioria dos casos não apresenta sintomas nas fases iniciais. A doença não tem cura, mas tem controle.
Merece atenção redobrada, com consultas regulares, quem:
- Tem parente de primeiro grau com glaucoma.
- Tem pressão ocular alta.
- Tem diabetes.
- Tem mais de 40 anos.
Com que frequência o idoso deve consultar o oftalmologista?
Catarata, glaucoma, retinopatia diabética e degeneração macular concentram boa parte dos casos entre pessoas mais velhas. Para essa faixa etária, a recomendação de especialistas é clara: avaliação oftalmológica ao menos uma vez ao ano, mesmo sem qualquer sintoma. É esse acompanhamento constante que permite agir antes que a doença avance.
Quando começar a cuidar da visão das crianças?
Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam alguma alteração visual. Há casos em que o tempo importa ainda mais: o retinoblastoma, por exemplo, pode chegar a 90% de chance de cura quando diagnosticado e tratado a tempo. Por isso, o teste do olhinho na maternidade e a primeira consulta com o oftalmologista, entre 6 e 12 meses de vida, são etapas que não devem ser puladas.
Cuide da sua visão antes que o silêncio da doença fale mais alto.
Prevenção ocular não é sobre esperar sentir algo errado. É sobre não deixar o tempo decidir por você o quanto da sua visão vai ficar para trás. No Instituto da Visão de Cascavel, contamos com estrutura completa para consultas, exames e diagnóstico em todas as fases da vida.
Agende sua consulta e cuide da sua visão antes que o silêncio da doença fale mais alto.